Edição N. 51 - 26/06/2022
Orquestra

Realização FORA DE SÉRIE percursos culturais.

Edição Geral: Tuty Osório

Textos: Antônio Carlos Queiroz, Camilla Osório de Castro, Manuela Marques, Miguel Boaventura, Sarah Coelho, Tuty Osório,  Jô de Paula, Sérgio Pires, Francisco Bento, Renato Lui, Marta Viana, Alim Amina, Lia Raposo, Yvonne Miller, Elimar Pinheiro,

Fotografia: Celso Oliveira, Camilla Osório de Castro, Manuela Marques, Fernando Carvalho

Edição de Fotografia: Manuela Marques 

Projeto Gráfico e Diagramação: Manuela Marques com consultoria de Fernando Brito.

Ilustrações e Quadrinhos: Manuela Marques, Mário Sanders, Alice Bittencourt.

Revisão: Camilla Osório de Castro.

Mídias sociais: Beatriz Lustosa.

Desenvolvimento de Site: Raphael Mirai.

Música: Maurício Venâncio Pires, Alex Silva, Caio Magalhães, Manuela Marques

 

 
ALVORADA

EMOÇÃO POTENTE

via G1

O garoto faz sua primeira viagem de avião. Depois pilota com os instrutores no simulador de voo. Disseram que tem paralisia cerebral. Contudo, a criança que as imagens da TV mostram, gargalha, pula, reage entusiasmada no sonho realizado. Passou sua curta vida observando pousos e decolagens de aviões na varanda de sua pequena casa, nas cercanias do aeroporto de Goiânia. Na euforia santa que a alegria traz ao seu coraçãozinho, o pequeno senta-se reto na cadeira, quase desce e sai caminhando, coisa que nunca fez na vida. O corpo fala em intenção de cura, motivado pelo estímulo da mente em êxtase. E ainda há quem despreze a ligação íntima entre matéria, energia, mente e alma, essa unidade que somos e que deveria conferir à saúde mental, toda a prioridade.

 

Começa agora mais um Domingo à NOITE em 2022! 

BRUNO E DOM

FLORES DE PLÁSTICO NÃO MORREM

Viajo muito pelo Brasil em labuta. Cidades grandes, pequenas, litorais, interiores, sertão, serra.

 

Não conheço direito a Amazônia, a não ser por uma ponta na fronteira de Mato Grosso. Meu bisavô andou por lá, aventurou-se nos seringais e foi parar ao comércio de Santarém do Pará. Era um José corajoso, ousado, observador da suntuosidade da floresta no livro de memórias que deixou para os netos.

 

Quase um século depois sinto-me atraída pela Amazônia, muito por influência da literatura e da dramaturgia. Não tomei decisão de ir e está doendo essa lacuna. Com os acontecimentos recentes a pressão interior aumentou. Sem novidades na essência só que escancarando o que é. Maus tratos.

 

Na escola, pública ou privada, não se aprofunda o conhecimento sobre a mata e seus povos. Não é tema de identidade, de desejo, de intimidade imprescindível à compreensão e ao pertencimento.

 

Vivemos apartados em apartamentos sintéticos e sintetizados.

 

Daí que que é preciso não esquecer.

 

Da música, do vento, dos gritos, do silêncio em pandemônio.

 

Não haverá mais domingos, nem Domingos à NOITE, sem a luz sublime dessa claraboia que cresce em sua lucidez.

CONTO

NOS SEUS OLHOS ERA TANTO BRILHO

por Tuty Osório

foto: Celso Oliveira

– Mãe, o que você quer dizer com pessoas solares? Dia solar eu entendo. Dia de sol, óbvio. Mas gente solar como é?

-Filha, gente que não é sombria.

-Mas daí não vale, mãe. Está explicando pela negativa. É o que não é. Não topo!

-Mas era só o que me faltava, filha! Agora deu!

-Você mesma vive dizendo que tem que saber usar as palavras, que não pode falar por falar, palavras ao vento, patati, patatá, né mãe?

-Lá vem…Tá bom filha. Vamos lá. Pessoas solares são alegres, entusiasmadas, dotadas de luz, de vontade. Entendeu?

-E se vestir preto, mãe? Deixa de ser solar?

-Nada a ver uma coisa com a outra, filha. É a postura, gente que não é carregada, eita lá vem a negativa… Enfim, gente leve, que abraça o riso com facilidade.

-Entendi. Eu sou solar, mamãe?

-Muito, filha! Ser solar é muito importante. Mesmo nos dias de chuva, literais e simbólicos, ser solar ajuda a secar lágrimas.

-Nossa que poética, mãe!

-É não, filha! Só vontade de levar esse barco para além da tormenta senão corre risco da gente não aguentar. Os coletes salva vidas estão ficando gastinhos, gastinhos…

-Tô ligada, mamãe…

ENCONTROS

Strindberg escreveu histórias de heróis muito antes do Tolkien!

Depois da estrondosa repercussão da entrevista do ex-senador Cristovam Buarque, no 5º episódio da República Popular das Letras — que vai ao ar amanhã, terça-feira, 7 de junho –, o jornalista Antônio Carlos Queiroz (ACQ) conversa com os irmãos Leon e Carlos Afonso Monteiro Rabelo, tradutores de August Strindberg, Selma Lagerlöf, Tom Malmquist, entre outros autores suecos.

Tendo vivido no exílio político da Suécia, nos anos 70, Leon e Carlos Afonso exploram neste bate-papo as histórias da chamada “jornada do herói”, inspiradas nas sagas nórdicas, como é o caso de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, e de Game of Thrones, de George R. R. Martin.

Curiosidade: você sabia que Richard Wagner, compositor de O Anel do Nibelungo, foi um precursor desse gênero literário, hoje classificado como “infanto-juvenil”, embora com leitores aficionados de 50, 60 e 70 anos de idade?

Direito & Literatura.

No ar o podcast da República Popular das Letras com o bate-papo do jornalista Antônio Carlos Queiroz (ACQ) com o professor Cristiano Paixão sobre Direito & Literatura. Paixão é da pós-graduação do Direito na UnB, especialista em Constituição & Democracia e em Direitos Humanos, subprocurador-geral do Trabalho, e bardólatra, quer dizer, apaixonado pelo Shakespeare.
#literatura #literaturabrasileira #Shakespeare

LAREIRAS MÁGICAS

HISTÓRIA PRESENTE

por Camilla Osório de Castro

Dirigido por Maria Augusta Ramos, o documentário “Amigo Secreto” foi lançado em circuito comercial em 16 de junho. A sinopse oficial do filme aponta a Lava Jato como sendo a temática central da narrativa:

“Em 2019, um vazamento de conversas entre várias autoridades do Brasil abala a credibilidade da Operação Lava Jato. Em meio à crise, quatro jornalistas acompanham os desdobramentos do caso, numa sequência de situações que coloca a democracia brasileira em risco.”

Em 2018, Maria Augusta Ramos lançou o filme “O Processo”, que tratava do golpe parlamentar sofrido pela presidenta Dilma Rousseff em 2016. Eu assisti ao filme quando ele ainda rodava em festivais, mais precisamente no Indie Lisboa. Naquele período Lula estava preso e havia um clima de indignação e revolta no ar.

Em 2022 é praticamente uma unanimidade que ocorreu ali um crime contra Dilma e a democracia brasileira. Naquele momento o filme de Maria Augusta Ramos serviu como uma catarse para brasileiros e estrangeiros que aplaudiram longamente e de pé ao final da sessão.

“Amigo Secreto” parece quase que naturalmente uma continuação de “O Processo”. Eu fiz questão de ir ao cinema para ter a experiência catártica que só a coletividade da sala de cinema nos proporciona. Mas desta vez não foi bem isso que aconteceu.

“Amigo Secreto” está do lado certo da História – sim, meus amigos, a História tem lado e o cinema também precisa ter. Não confiem em documentaristas que se pretendem neutros, provavelmente eles estão te induzindo para uma interpretação sem ter a honestidade de deixar isso claro. Ramos é uma realizadora direta e honesta politicamente e isto é fundamental, contudo, insuficiente.

É muito claro o desejo do filme em contar a “verdadeira história da lava jato”. Porém, há também o desejo de falar dos mortos da Covid, da ascensão da extrema direita ao poder e sua ocupação das ruas em manifestações e passeatas; e do dia-a-dia dos repórteres que cobriram os desdobramentos da Vaza Jato, série de reportagens que ajudou a desmascarar Sérgio Moro e Deltan Dallagnol.

Todos esses temas são importantes, mas um filme precisa ter um eixo central.

Ao tentar abarcar tantas coisas, “Amigo Secreto” se esvazia e se perde deixando apenas uma sensação de dejavu ao reviver imagens que foram exploradas à exaustão nos últimos dois anos, como a famosa reunião ministerial onde Ricardo Salles falou em “passar a boiada”.

Para nós que estamos vivendo este tempo histórico a sensação é de refluxo, as mesmas falas voltando indigestamente sem construir um discurso coerente.

Para as gerações futuras, penso que é possível que o filme sequer faça sentido porque a partir dele não dá para ter uma noção precisa do que foi mesmo que aconteceu com o Brasil nos últimos anos. Parece ser este o objetivo, mas ele não se cumpre.

Por fim, as escolhas de direção são muito ruins. Há uma repetição das imagens dos jornalistas no computador que é cansativa e desinteressante e todo o potencial cinematográfico da Vaza Jato, a começar pelo nome Amigo Secreto que vem de um grupo de Telegram onde os envolvidos na Lava Jato trocavam mensagens, é desperdiçado.

Falta ao filme um pouco de humor, um pouco de malícia e imaginação estética.

Apesar de tudo, os elementos trágicos, cômicos, assustadores e comoventes de todos esses acontecimentos que tanto mobilizaram nossas mentes e corações ao longo da ascensão e queda da Lava Jato, estiveram presentes.

O filme tirou boas risadas, comentários indignados e algumas palmas da plateia que compartilhou a sessão comigo em uma terça-feira à noite no Cinema do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza. Foi uma catarse muito pequena diante do que eu esperava e principalmente do talento e competência que a diretora já demonstrou em outros filmes. Ainda assim a catarse aconteceu e é com essas pequenas doses de vingança e esperança, compartilhadas, que chegaremos até o fim deste ano tão difícil. Avante!

TRILHA

 

Vou deixar duas indicações de podcasts que desempenham bem a função informativa e crítica a respeito de nossa história recente, sobre a qual “Amigo Secreto” deixou a desejar.

O Código do Russo, podcast produzido pela Half Deaf disponível em: https://halfdeaf.com.br/podcast/o-codigo-do-russo

Retrato Narrado, podcast produzido pela Revista Piauí disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/retrato-narrado/ 

 

* Camilla Osório de Castro é cineasta e produtora cultural.  Pesquisa o Bem Viver. Mora no mundo, entre cidades. Acredita que sonho que se sonha junto é realidade.

MÚSICA

Resposta ao Tempo

por Nana Caimy

Essa mulher

por Elis Regina

ACQ

por Antônio Carlos Queiroz

REPORTAGEM ENSAIO

HISTÓRIAS HORRIPILANTES SÓ PARA QUEM TEM CORAGEM

por Miguel Boaventura

foto: Celso Oliveira

Semana de entrevistas dos candidatos à presidência, a maioria deles fala da FOME que ameaça, de fato e potencialmente, mais de 33 milhões de brasileiros. Na cidade do Rio de Janeiro, um estudo da Ação de Cidadania contra a Fome e a Miséria, criada na década de 90 do passado século XX, por Betinho, o irmão do Henfil, mostra que 60% dos cariocas vivem em insegurança alimentar- não têm certeza que farão as três refeições básicas no dia, sequer uma. São 6 em cada 10 habitantes da Cidade Maravilhosa nessa situação.

As soluções de curto, médio e longo prazo são apresentadas pelos políticos, pelos sociólogos, economistas e outros tantos. Uns bem-intencionados, alguns vergonhosamente populistas, muitos inspiradores de asco pelo cinismo e hipocrisia explícitos. Ásia, África, América Latina, há tempos vivem essa realidade e no Brasil acreditávamos que estávamos saindo disso por quase duas décadas nos anos 2.000.

E eis que voltamos a muito mais que à estaca zero. É uma história de terror que se passa na nossa porta, na nossa cara.

É muito impressionante que a maioria fique quieto, senão a totalidade de nós.

Anestesiados, loucos passivos, imorais, não nos indignamos, não batemos pé, não bradamos FOME NÃO! O que se passa conosco? Porque não é inadiável esse protesto? Por qual motivo não é insuportável vermos o corpo e a dignidade de uma multidão sem precedentes na contemporaneidade, alastrar o sofrimento por ruas, buracos.

Sinto-me ridículo, à moda Álvaro de Campos**, rebelado num comício dentro de mim mesmo. Completamente parvo, sem a glória dos novelistas, faltando-me até o burro da Praça de Nietzche para comigo confabular.

Sem desculpas, pequenos poderes, patéticos públicos em bolhas virtuais. Não me digam com quem ando. Espectro deambulante, já sei que ando só.  

*Com dupla residência entre Lisboa e Brasília, Miguel Boaventura é arquiteto urbanista e escreve por vocação e obrigação. Pessimista por consciência, luta para resgatar a esperança, a cada indignação.

**Álvaro de Campos, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa em citação de PASSOU POR MIM, VEIO TER COMIGO NUMA RUA DA BAIXA, AQUELE POBRE QUE NÃO ERA POBRE, PEDINDO POR PROFISSÃO QUE SE LHE VÊ NA CARA, QUE SIMPATIZA COMIGO E EU SIMPATIZO COM ELE. NÃO SOU PARVO NEM ROMANCISTA RUSSO, APLICADO, E ROMANTISMO SIM, MAS DEVAGAR…

HISTÓRIAS DE HISTÓRIAS

TRADIÇÕES, MEMÓRIAS, CONQUISTAS

por Lia Raposo

Sérgio Buarque de Holanda

“Se você alguma vez passou os olhos por um livro chamado Raízes do Brasil(1936), talvez tenha lido uma passagem famosa que refere uma característica portuguesa que Sérgio Buarque de Holanda, o autor, considerava decisiva de nossos colonizadores. No trecho, o livro está comentando o modo como os portugueses criaram as cidades no Brasil – ‘as cidades que os portugueses construíram na América não é produto mental, não chega a contradizer o quadro na natureza e sua silhueta se enlaça na linha da paisagem’, afirma-, e daí deriva uma observação mais geral , sobre o temperamento luso, que seria marcado por falta de método, de previdência, por uma espécie de desleixo, palavra que determinado viajante inglês considerou tão típica de Portugal quanto saudade, palavra enfim que resultava de uma convicção de que não vale a pena.”

In LITERATURA BRASILEIRA, MODOS DE USAR, por Luís Augusto Fischer, Porto Alegre, 2008

O pequeno livro é um guia de viagem pela literatura brasileira desde a origem. Até aí sem novidades, há inúmeras histórias da nossa verve escrita, das mais concisas às mais detalhadas. Este aparente manualzinho vira grande pela abordagem original, por vezes inusitada, despertando novos olhares e instigantes questionamentos. Cumpre uma função primordial desse tipo de obra: despertar a vontade de ler e reler os marcos centrais e periféricos de nossa escritura jovem de séculos, porém madura de retumbantes descobertas.

Exponha-se a esta obra e conte-me se não valeu. Tenho pra mim que vale por demais.

*Lia Raposo dedica-se a Estudos da Cultura, é redatora de Projetos Culturais, Produtora de Conteúdo e jornalista. Tem 33 anos de muitas dúvidas, algumas certezas e esboços de ousadia. 

SABEDORIAS E SAPIÊNCIAS

SÓ AS MÃES SÃO FELIZES

Por Alim Amina

via UOL

Não tive filhos e pego carona nos sobrinhos, de sangue e do coração, para ter direito a um simulacro dessa maravilha. Filho erra, cai, levanta e a mãe ali, para acolhê-lo num vasto colo de compreensão, aceitação, cura.

 

Não quer dizer que lhes falte firmeza, às mães. Contudo ser firme é possível sem perder a ternura, sem baixar a guarda da defesa dos seus, fingindo que fecha os olhos tendo os sentidos mobilizados e atentos.

 

“Você mente muito, ela faz que aceita, e a desgraça vira mistério para os dois”. Assim define Mário de Andrade a conversa entre mãe e filho, sobre as aflições e as tormentas de estar vivo.

 

Mãe não julga, não trai, não desiste. É para sempre. E se duvidas não te aventures. Essa felicidade garantida vem numa cesta com potes de mel e de fel. Quase nunca dá para escolher.

 

Não falo por fatalismo nem ingenuidade. Digo das vigílias em que mesmo insones as mães dão conta, renitentes.

 

O filho pode até acreditar que não, só que elas estão lá. Simples assim.

 

*Alim Amina, tem 81 anos, é professora formada mas nunca exerceu. Cearense, estudou em Portugal na adolescência e foi colega de colégio de Mila Marques. Reencontraram-se em Fortaleza, na década de 70, e retomaram a amizade até hoje. Dividem o espaço da Sabedoria dos domingos.

BACHIANAS E COMPANHIA

SERÁ O BENEDITO?

por Francisco Bento

São Paulo, década de 20 do século XX

São Benedito é o santo protetor dos cozinheiros. Nas noites mais ou menos frias das capitais brasileiras chefs de restaurantes famosos, outros nem tanto, juntaram-se sob sua égide para distribuir comida bem elaborada, saborosa, caprichada para os cidadãos em situação de rua.

 

Até quem tem casa e também tem fome acorreu à distribuição, nos centros de grandes cidades. Quem trabalha com alimentação e aprecia comida sofisticada teve o impulso de se aproximar da primeva motivação do comer – a escassez real do alimento.

 

Não importa se esse longo ato de compartilhar um tanto da abundância serve para apaziguar a culpa de quem tem mais. É preciso ser muito intransigente para não reconhecer que qualquer divisão, em qualquer dia que existiu, dirigida a levar alimento, é uma divisão que pode até salvar uma vida para um melhor dia.

 

Neste espaço contamos histórias, indicamos degustações, celebramos o legado de Baco, de Athena ou de Afrodite. O que não nos torna alheios aos ditos de Eco, em sua repetida missiva sobre a tragédia de Gaia.

 

* Francisco Bento mora em Santa Teresa, Rio de Janeiro, curtindo o repouso do boêmio, após ter sido empresário da noite, dono de restaurante, crítico de gastronomia e bem vivente. Apaixonado por história, pesquisa e relembra os bons momentos de cores e sabores.

APOIO ECOLOGIA
TIRINHA

SÔNIA VALÉRIA, A CABULOSA

desenho por Manuela Marques/Roteiro por Tuty Osório
APOIO SUSTENTABILIDADE
HISTÓRIAS DE STERI 10

DESPRENDE OS MEUS PÉZINHOS

Por Brigitte Bordalo*

Minha amiga Amália gosta de sapatos fechados. Mesmo no calor, prefere sapatilhas de lona, couro, o que for, a sandálias. Tem uns pés quase sem calosidades. Em compensação tanto abafamento no calçado traz uns odores aos pisantes.

 

Existem talcos, sprays, loções variadas para aplicar no próprio calçado. Outro dia, na falta por ter esquecido de comprar, Amália experimento o STERI 10 na sapatilha e não é que funcionou mais que a encomenda da intenção?

 

Passou a fazer isso, inclusive quando tem vontade de se descalçar e fica encabulada. Um esguicho dentro do sapato e foi-se o incômodo. Mais uma pra caixa de utilidades do STERI 10. Já, já, ganha do Bom Bril!

*Brigitte é microempresária da gastronomia e da cultura.

CREPÚSCULO

NUM CÉU CHEIO DE ESTRELAS FEITAS COM CANETA BIC NUM PAPEL DE PÃO

 Houve tempo que virávamos noite ouvindo música. Virávamos sobre o planeta, sem ter medo de careta, na cara do temporal. Amor vestido com o terno da beleza…Se tu quer que eu vá, eu vou…Serenata de irmãs sob o horizonte bem pertinho de Brasília. Ou o cheiro de mar das dunas de Fortaleza. Volta tempo. Volta toada. Volta a chegada do dia.

 

Xô medo, que não te crio. E saiba que o leme é meu.  

 

Obrigada por estarem com a gente até aqui.

 

Tuty e Trupe

APOIO LUXUOSO

Em breve, bistrô saltimbanco